Life Orientations Report – LIFO

Todos os participantes do programa Management, oferecido pela empresa brasileira Laiob em parceria com Ohio University, tiveram a oportunidade de responder a pesquisa da ferramenta LIFO (Life orientations) e trabalhar seus resultados em sala de aula com uma das maiores autoridades do método: David Glowatzke.

LIFO é uma ferramenta (avaliação/assessment) que foca em identificar os pontos fortes comportamentais de quem o responde. Todos nós temos nossas preferências de como fazer algo, de como receber e passar informações. O LIFO nos ajuda a conhecer nossos comportamentos e oferece estratégias que nos permitem melhorar a comunicação, produtividade e colaboração. O LIFO tem como objetivos:

  • Identificar pontos fortes e preferências de estilo comportamental
  • Fornecer estratégias para aumentar a eficiência e influência com os outros
  • Melhorar a produtividade, comunicação interpessoal e colaboração
  • Ajudar indivíduos e equipes a alcançar seus objetivos com menos atrito e esforço

O LIFO traz algo que eu acredito: desenvolver/conhecer nossos pontos fortes e como utilizá-los sem excesso. Não estou dizendo que não é preciso trabalhar os pontos fracos, mas sabemos que precisamos aplicar um esforço muito grande para mexer o ponteiro da melhoria nestes pontos. Para mim, devemos trabalhá-los de forma que eles não sejam um problema, mas o esforço deve ser em se tornar melhor naquilo que você já faz bem. Outro ponto que eu gosto do LIFO é que não é algo relacionado à personalidade ou ao que você é. O foco da ferramenta é promover autoconhecimento em como você faz, como você se comporta nas situações favoráveis e não favoráveis (pois tem diferença).

LIFO propõe 4 estilos comportamentais. Vou apresentar uma versão resumida.

Supporting Giving (SG): Faz o que é certo, quer ser útil/ajudar os demais. Acredita que prova o seu valor trabalhando duro e perseguindo a excelência no que faz. A palavra que define este estilo é excelência. O uso excessivo pode torná-lo perfeccionista.

Conserving Holding (CH): Busca razoabilidade, certezas, fatos. Acredita que pensar e analisar antes de agir é o melhor caminho para alcançar bons resultados. A palavra que define este estilo é razão. O uso excessivo pode torná-lo crítico.

Controlling Taking (CT): Procura resultados no que faz. Acredita que pode obter melhores resultados sendo competente e buscando oportunidades. A palavra que define este estilo é ação. O uso excessivo pode torná-lo autoritário.

Adapting Dealing(AD): Procura conhecer as pessoas e deseja se relacionar bem com elas. Acredita que pode alcançar bons resultados conhecendo e atendendo as necessidades das pessoas ao redor. Tende agir com flexibilidade e delicadeza. A palavra que define este estilo é harmonia. O uso excessivo pode torná-lo inconsistente pois tende a mudar de opinião para atender às necessidades do grupo.

O resultado do LIFO traz a intensidade de preferência de cada um dos estilos em situações favoráveis e não favoráveis. Você não é um estilo ou outro. Você é todos eles com diferentes intensidades de uso em cada situação.

O professor trouxe um exemplo engraçado e interessante para refletirmos em como conhecer estes estilos pode melhorar muito nossas relações. Ele contou a história de um casal em que um tem o estilo CT mais intenso nas suas ações e o outro tem o AD. O AD assumiu a responsabilidade do planejamento de férias do casal. Ao chegar no aeroporto destino, eles vão até o lugar que aluga carros. O CT pergunta para o AD qual carro e em qual empresa o carro foi alugado. O AD responde que não reservou e que eles podem escolher juntos.

Pensando sobre esta situação, eu imaginei o que cada um poderia estar sentindo no momento. O CT estaria profundamente chateado, achando que o AD foi negligente ao planejar as férias, que não deu importância suficiente e deixou rolar. Se pergunta o que fazer se não houver carro disponível? Já o AD entende que são férias, que eles deveriam ser flexíveis e relaxar um pouco. Pode até ficar chateado pois o CT parece querer que tudo seja feito do jeito dele. Agora, se os dois conhecessem seus estilos, isso não aconteceria pois as expectativas estariam alinhadas.

Extrapole este exemplo para uma relação chefe/subordinado ou entre pares. Se alguém usa com mais intensidade o CH, espera que as pessoas tragam fatos e dados para a reunião afim de tomar uma decisão. O outro lado, o par, usa mais o AD. O AD vai ter feito uma pesquisa, se entusiasmou com as possibilidades/como os clientes vão se sentir e acredita que se deve experimentar este caminho e por isso pediu a reunião. Se os dois não se conhecerem e não partirem do principio que o outro está usando seus pontos fortes (e não sendo negligentes ou burocratizando o processo), todas as discussões serão conflito. E este conflito vai fazer com que as coisas andem mais devagar, gaste-se muito mais tempo com isso do que produzindo de fato. Se cada um se conhece e conhece seu par, é mais fácil olhar a situação com uma outra lente, entendendo o estilo do outro e flexibilizando para chegar num meio termo. E isso melhorará a comunicação, produtividade e o alcance dos resultados em time.

Algo muito interessante é como o uso dos estilos muda de acordo com a situação. Vi resultados de colegas do curso que seus estilos mais fortes em condições favoráveis eram CT e CH. Porém, nas não favoráveis eram SG e AD. Achei interessantíssimo.

Um outro ponto interessante que LIFO traz é o grau de congruência/consistência. Ou seja, como você pensa em agir (intenção), como você age (comportamento) e como as pessoas percebem suas ações (impacto). Quanto mais próximos estão estes lados, maior é sua consistência, maior é a clareza da sua comunicação. Agora, se sua intenção é diferente do seu comportamento, há uma razão e deveríamos nos perguntar porquê. Talvez você acredite que a natureza do seu trabalho exige um determinado estilo ou que a cultura do seu ambiente de trabalho pede um estilo ou até mesmo tente se alinhar com os resultados LIFO do seu chefe. E daí vem a próxima pergunta, você está confortável com isso?

Este autoconhecimento é muito poderoso. Também nos permite ver se estamos usando nossos pontos fortes em excesso e nos tornando tóxicos.

Fonte: Site oficial do LIFO

A aula na qual recebemos nossos resultados e conhecemos a ferramenta foi uma das primeiras do programa de Management e esteve presente em todas as outras aulas. Foi fascinante entender como o seus estilos com uso mais intenso afetam como você é como líder, como você conduz discussões difíceis, como você avalia as pessoas durante o processo de contratação, como você conduz uma negociação, entre outros. E até nos ajudou nas atividades em grupo do curso pois cada um conhecia seus pontos fortes.

Eu não tenho ideia de quanto custa um assessment como este para organizações, mas eu acho que se as pessoas de uma empresa se conhecessem e conhecessem seu pares, os relacionamentos corporativos poderiam ser muito melhores, trazendo mais produtividade e resultados.

Eu gostei demais da oportunidade de participar da pesquisa e ter meus resultados. Foram muitas conversas em que o LIFO e nossos resultados era o tema. Conversas que iam até altas horas da noite com as minhas colegas de quarto. No video abaixo, professor David explica como conheceu LIFO, explica a diferença entre LIFO e MTBI e entre LIFO e DISC, além de vários outros aspectos interessantes do método. Eu vejo muito valor neste autoconhecimento e acredito que as empresas deveriam aplicar LIFO pelo menos em suas lideranças.

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