Acho que esta é a dúvida mais comum em relação a 1:1s. Não acho que há uma regra ou uma fórmula. Depende de muitos fatores. Eu, como líder, já tive equipes de 5, 7 até 20 pessoas diretas. Logo, a frequência dos meus 1:1s com as equipes menores era diferente da frequência com equipes maiores.
Muitos autores como a Kim Scott ou empresas como o Google, sugerem 30-60 minutos semanais ou, nó máximo, quinzenais. Mas acho que depende muito da dinâmica entre as pessoas no dia-a-dia. Se vocês se falam o tempo todo, o dia todo, a frequência de 1:1s pode ser menor.
Atualmente, eu uso frequências diferentes de acordo com as minhas interações com cada pessoa do meu time. Com as pessoas da minha equipe direta, prefiro 1:1 semanais. Acredito que esta frequência nos mantém próximos e permite corrigir o curso ou alinhar as expectativas mais rápido, mais próximo ao acontecimento dos fatos.
Já para 1:1s com meus pares, estou adotando a frequência quinzenal e considero uma boa frequência. É um espaço importante para alinharmos expectativas, trocar experiências e pontos de vista sobre a condução do dia-a-dia, projetos, equipes e etc.
Para quem está inseguro ou está fazendo isso pela primeira vez, talvez o método do escritor Dave Crenshaw seja interessante. Ele propõe que você faça uma lista com as pessoas e pontue cada uma de acordo com a relação que você tem com ela. Os critérios que ele propõe são:
- Gerenciamento: Se você gerencia ou é gerenciado por esta pessoa;
- Cliente: Se esta pessoa é um cliente importante;
- Perguntas: a frequência com a qual você faz ou responde perguntas para esta pessoa;
- Delegar: a frequência com a qual você delega atividades para esta pessoa ou ela para você;
- Follow-up: a frequência com a qual você faz follow-up com esta pessoa ou vice-versa;
Para cada um destes critérios, você atribui uma nota de 0 à 3. Para gerenciamento, ele sugere sempre atribuir 3. Notas maiores, frequência maior.
Sobre frequências, eu não gosto da frequência mensal. Para mim, os benefícios do 1:1 se perdem com esta frequência pois acontece muita coisa dentro deste período. Mas acredito que é mais importante o hábito do que a frequência. Se a frequência semanal está causando muitos reagendamentos ou cancelamentos opte por uma frequência menor. Uma frequência menor, na qual os encontros realmente acontecem, é melhor. O importante é manter o hábito, manter a agenda.
Se você quiser ter acesso direto ao conteúdo do curso do Dave Crenshaw com a planilha de cálculo de frequência (e tiver acesso ao LinkedIn Learning), eu recomendo. É bem curtinho, 30 minutos, e tem dicas bem legais.

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