
Vamos começar com uma verdade nua e crua: Não, não é você. E é por pensar assim, que você se frusta por não receber aquele aumento ou aquela promoção. Você se esforçou, você fez tudo da melhor forma que você podia, você merece. Mas não vem. Então o mundo é injusto. Muito injusto.
Sabe qual o pior jogo? Aquele que se joga sem conhecer as regras. Aquele que se joga sem nem saber que você joga. Mas posso afirmar que não há melhor sensação do que quando você descobre. Sua vida muda para sempre.
O que é esta tal de meritocracia? Por que não obtenho o que acho que eu mereço? Por que me esforço e não sou reconhecido(a)? Você quer as respostas? Então ouça a série de 3 podcasts do Café Brasil. Espero que isso mude a sua vida, como mudou a minha e finalmente, você nunca mais se vitimize. Agora você conhece o jogo que você joga.
Eis aqui a grande regra da meritocracia: “Quem define seu mérito é a percepção de valor que as pessoas têm de você.”. Percebe como isso muda tudo? Não é seu esforço. Você pode se esforçar ao máximo, dar tudo de si. Mas isso não é o suficiente. Qual o valor do seu esforço para as pessoas? O alto grau do seu esforço reflete num alto grau de percepção de valor para as pessoas? Então, você será reconhecido. Não? Então, eu sinto muito.
Eu não sei se serei capaz de transmitir aqui o que a frase acima significou para mim, a revolução que ela causou em mim. Isso parece óbvio não? Mas eu não vivia isso. O que eu quero dizer é que parece óbvio quando se lê mas não é assim que a gente se comporta no dia-a-dia.
Quer mais uma revelação revolucionária do Luciano Pires?
“A pessoa merece ser remunerada pela quantidade de valor que ela gera para a empresa ou para a sociedade. Não é a quantidade de horas ou o esforço com que ela trabalha que importam, mas o resultado obtido pelas horas trabalhadas. O mérito vem do valor gerado e não do trabalho em si.”
Entendeu agora? Para mim, que sempre achei que sangue e suor era o único caminho digno e moral de ser recompensada, isso foi um grande tapa da cara. Minhas noites de sono, minhas horas extras, meus finais de semana… Tudo isso nada representa se as atividades que eu desempenhei não geram valor para alguém, para a empresa, para meus clientes, para a sociedade. Você valoriza o que está fazendo. Você o faz porque considera isso importante, mas raramente considera se isso também é importante ou tão valioso para mais alguém.
Toda uma linha de pensamento nova se abriu quando eu descobri isso. O problema não é o sistema, não é capitalismo opressor, não são os chefes. É o ser humano. Sou eu. É você. Porque é assim que nós somos. Nós valorizamos e reconhecemos aquilo que nos traz valor e isso não tem ligação direta com o esforço que alguém empregou naquilo.
Se você pensar bem, é assim que o mercado funciona e não seria diferente conosco. Veja qual é a empresa mais valiosa do mundo. Por que esta é a empresa mais valiosa do mundo? Porque seus consumidores atribuem um valor inestimado aos seus produtos. Seus produtos são tão importantes para seus consumidores que eles até estão dispostos a pagar muito mais caro por eles.
Enfim, eu recomendo muito a série de podcasts de meritocracia do Café Brasil. As reflexões são enriquecedoras. Te desafio a não sair diferente depois de ouvir tudo isso. Tenho certeza que vai te transformar. Tenho certeza que você também vai começar a se questionar sobre o uso do seu tempo, no que você emprega seu tempo, se estas atividades realmente geram valor, se o que você faz gera valor, vai começar a procurar oportunidades, olhar o mundo com outros olhos e se importar mais com os outros. Mas isso é uma outra discussão.
Para terminar, vou deixar aqui mais uma reflexão dele:
“Muito bem, então aceite que é assim que você será medido: pelo valor que você gera para os outros. Você será promovido se gerar valor, ganhará dinheiro se gerar valor, será reconhecido se gerar valor.
Sem gerar valor você é invisível. Isso é meritocracia e não é assim porque o capitalismo quer.”
Ótima reflexão Ana Paula!
Para gerar valor devemos estar conectados com aquilo o que somos, ou seja, devemos nos conectar com o nosso propósito. Pode demorar um pouco para descobrir, mas quando descobrimos o trabalho deixa de existir. 😉